Rogério Artoni: "O primeiro Prêmio Aberje a gente não esquece"

08/12/2017

A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial - Aberje - completou 50 anos em uma festa marcada pela entrega dos troféus da 43ª edição de seu prêmio. Neste artigo, a emoção de quem subiu ao palco e os bastidores até que este momento se concretizasse.

 

O mundo das premiações de comunicação tem um nome muito forte: o Prêmio Aberje. Neste ano, a Race Comunicação se tornou vencedora regional (SP) e nacional do principal prêmio de comunicação corporativa do Brasil, o Prêmio Aberje 2017.  Arrisco dizer que em uma das categorias mais difíceis: Comunicação e Relacionamento com a Imprensa. Foram muitos dias de trabalhos intensos junto à equipe de comunicação da Ajinomoto do Brasil, noites sem dormir, muitas viagens, mas um final feliz – e muito.

 

 

O planejamento do case vencedor “Gosto Umami: dando sentido ao paladar” foi iniciado em 2015, com muita antecedência para que saísse com todos os detalhes que definimos. Mal sabíamos que dois anos depois estaríamos no palco da Sala São Paulo recebendo o grande prêmio. O umami é um dos cinco gostos básicos do paladar humano (ao lado do doce, salgado, azedo e amargo) e está presente no produto pioneiro que batizou a empresa, o próprio tempero AJI-NO-MOTO®. Sabendo disso, a nossa grande aposta para a divulgação de algo tão subjetivo se deu em três grandes editorias: gastronomia, saúde e ciência.

 

Foram muitas sugestões de pauta, encontros de relacionamento em praticamente todos os estados do Brasil e um evento em comemoração ao Dia do Umami com influenciadores digitais.

 

Como todo o nosso planejamento foi executado com muito sucesso, surgiu a ideia de inscrever o case para o Prêmio Aberje. Algo me dizia que estava na hora da conquista inédita. Confesso também que tentamos, em outros anos, inscrever cases de outros clientes, mas não conseguimos abrir as estratégias. Para este case, foram mais de três meses na produção do conteúdo, além de elaborar uma caixa interativa, com gravações de vídeos com especialistas e kits com alimentos para a experiência gustativa do jurado. Muito frio na barriga quando entregamos a caixa na Aberje em agosto. O pensamento positivo tomava conta de toda a nossa equipe e da equipe da própria Ajinomoto do Brasil. Até que chegou 5 de outubro, dia de conhecer os vencedores regionais.

 

Uma noite mal dormida e bastante ansiedade, esse é um bom resumo do meu dia. Chegando à Race Comunicação, não havia outro assunto entre a equipe a não ser a divulgação da lista dos vencedores regionais. Eis que chega 11 horas da manhã e após muitas tentativas de acesso ao site da Aberje estava lá os vencedores regionais São Paulo. Antes mesmo de começar a consultar o nome da Ajinomoto ou da Race, já ouvi barulhos do outro lado da agência. Eu tinha certeza que tinha dado certo, corri para um caloroso abraço coletivo com a equipe. Inesquecível, recebi ligações, visitas e convites de quem eu não conversava há tempos, muito bacana esse reconhecimento.

 

Após a comemoração com a equipe, a família e os amigos, estava na hora de começar a pensar no próximo passo: a audiência pública. Muitas reuniões, ideias e esforço fizeram parte da nossa rotina lá na agência. Foram duas semanas de muita criatividade para elaborar uma apresentação perfeita – ou o mais próximo disso. Elaboramos um roteiro, criamos os slides, fizemos o design, ensaiamos muito e finalizamos a apresentação.

 

No dia da apresentação, chegamos bem cedo ao hotel, tomamos café ali perto e começamos os preparativos. Quando chegamos ao saguão o coração começou a bater mais forte, entrando na sala então, nem se fale. Assistimos a primeira apresentação, fizemos a nossa (que era a segunda), e vimos mais duas. Saímos de lá com a sensação de missão cumprida, saiu tudo como planejado. Todos os cases eram bem completos, era uma “briga boa” e fiquei muito feliz por estar entre os principais cases de comunicação do Brasil. Agora era só esperar a Cerimônia de Premiação, nada mais poderia ser feito.

 

Estava chegando o grande dia! Na noite anterior à Cerimônia, o nervosismo e a ansiedade tomavam conta de mim. No meio da madrugada precisei ir ao hospital por conta de uma “virose”, que ainda suspeito que tenha sido emocional. O dia demorou para passar. Encontrei a gerente de comunicação da Ajinomoto, Priscila Santana e o responsável pelo atendimento da conta e desenvolvimento do case, Rodolfo Zanchin e seguimos para a Sala São Paulo.

 

Chegando lá, encontrei muitos amigos durante o coquetel e quando começaram a pedir para todos sentarem para o início das premiações, o coração bateu mais forte novamente, poucos minutos nos separavam do prêmio. Lá fomos nós! Todas as vezes que o Milton Jung começava dizendo “Comunicação e ... ”, eu esperava pela nossa categoria e pareceu uma eternidade até ela chegar. Quando foi anunciado “Comunicação e Relacionamento com a Imprensa” eu não me aguentava sentado, respirei fundo, fechei os olhos e prestei atenção apenas com os ouvidos. O grande momento aconteceu. 

 

Quando o nome Ajinomoto do Brasil foi anunciado, uma história passou pela minha cabeça: o início da agência, o profissional e pai que me tornei e a equipe competente que lidero diariamente. Era um misto de sensações maravilhosas, que expressei em forma de gritos e abraços aos colegas que me acompanharam na Cerimônia.

 

Subi ao palco com um sorriso no rosto de orelha a orelha.  Muitas fotos, muitos abraços e o sentimento de missão cumprida.

 

Estava ali o nosso troféu do primeiro Prêmio Aberje, tanto da Race Comunicação, como da Ajinomoto do Brasil, como da Priscila Santana, como do Rodolfo Zanchin e também o meu.

 

E, confesso para vocês, o primeiro Prêmio Aberje a gente nunca esquece!

 

** Rogério Artoni é Diretor Executivo da Race Comunicação

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