Brasil é visto como mais corrupto do que China, África do Sul e Índia

De acordo com pesquisa da ong Transparência Internacional divulgada no final de fevereiro, o país visto como o que tem o setor público mais corrupto do mundo em 2017 foi a Somália, enquanto o país visto como tendo o setor público menos corrupto em 2017 foi a Nova Zelândia. O Brasil ocupou a 96ª posição entre 180 países pesquisados, empatado com Colômbia, Indonésia, Panamá, Peru, Tailândia e Zâmbia.  

 

Em 2017, o Brasil obteve 37 pontos (numa escala de zero a 100) no ranking de percepção mundial em que os países com as maiores notas são vistos como os menos corruptos do mundo. Em 2012, o Brasil tinha 43 pontos, nota que se manteve até 2014, quando foi deflagrada a Operação Lava Jato. Os 37 pontos atuais representam a percepção de corrupção mais acentuada dos últimos cinco anos. 

 

A pesquisa é feita anualmente, ouvindo especialistas e empresários. Este ano, mais de dois terços dos países pontuaram abaixo de 50, com uma pontuação média de 43, mantendo o padrão de pontuação de anos anteriores. 

 

Segundo a Transparência Internacional, a cada semana, ao menos um jornalista é morto em países considerados altamente corruptos. A análise, que incorpora dados do Comitê para a Proteção dos Jornalistas, mostra que, de todos os jornalistas que foram mortos nos últimos seis anos, mais de 9 entre 10 foram mortos em países com pontuação igual ou inferior a 45 no índice.

 

China, África do Sul, Índia e Gana, por exemplo, são países que estão na frente do Brasil no ranking. A China, aliás, com 41 pontos atualmente, apresenta o melhor resultado dos últimos cinco anos. A Índia é outro país que vem melhorando no ranking. Atualmente com 40 pontos, a Índia tinha 36 em 2012. Gana já teve 48 pontos em 2014 e agora está com 40 e a África do Sul possui uma variação menos brusca, entre 42 e 45 pontos ao longo dos últimos anos. 

 

Esta pequisa mostra o longo desafio que o Brasil tem pela frente para se posicionar no mundo como um país confiável. Para ver o relatório completo no site da Transparência Internacional, clique aqui

 

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