Integração das mulheres e PPPs para enfrentrar Trump

CEAL reuniu 200 representantes de 18 países das Américas na Guatemala para o evento “Macro Tendências Globais e a Relações com os Estados Unidos: Oportunidades e desafios para um crescimento inclusivo”. Consultor apontou para “Economia da Reputação”

 

As incertezas da “era Trump” na América Latina foram substituídas pela vontade de integrar mais os mercados de seus países. Duzentas lideranças empresariais de dezoito países das Américas estiveram reunidas na Guatemala, a convite do CEAL-Conselho Empresarial da América Latina. “Diante de ameaças devemos agir com firmeza e inteligência”, pregou Felipe Calderón, ex-presidente do México. Para o brasileiro Ingo Plöger, presidente internacional do CEAL, o importante é encontrar os denominadores comuns para o desenvolvimento, sobretudo em infraestrutura. Empresários apoiaram ideia de Parcerias Público Privadas (PPPs).

 

Ingo Plöger destacou que no momento em que os Estados Unidos fecham seu mercado, a competitividade e atratividade dos latinoamericanos deve ser ressaltada e aproveitada. Carlos Raul Morales, ministro das Relações Exteriores da Guatemala, participou da abertura, ao lado de Júlio Héctor Estrada, ministro das Finanças e de Jorge Mario Chajón, diretor do Instituto Guatemalteco de Turismo (Inguat). Camilo Atala, presidente executivo do CEAL e empresário hondurenho abordou os desafios diante da nova realidade que impacta as Américas. “Os ventos da incerteza na política de comércio exterior que hoje sopram, após a posse do novo presidente dos EUA, são contraproducentes para a atmosfera de colaboração sustentável dos países latino-americanos”, disse.

 

A Corporação Interamericana de Intervenções (CII) mostrou sua visão sobre como criar oportunidades de investimento rentáveis em infraestrutura e promover o desenvolvimento econômico do setor privado na América Latina. Quatro forças globais mudarão o mundo: a rápida mudança tecnológica, o envelhecimento da população, a urbanização e as conexões globais. Este foi o trecho mais destacado da apresentação de Andrés Cadena, diretor do McKinsey Global Institute, sobre as macrotendências que irão acelerar as transformações do mundo, com efeitos na América Latina.

 

Paridade de gênero é prioridade

Um dos pontos unânimes é que o setor privado deverá atuar mais acentuadamente na paridade de gênero, com a inserção da mulher na economia formal, já que isso poderia gerar um impacto positivo de um ponto no PIB da região, de acordo com Cadena. Sérgio Roitberg, CEO da consultoria Newlink, abordou a questão de como as novas tecnologias podem prejudicar - da noite para o dia - a reputação de indivíduos, famílias e empresas que tem trabalhado a vida inteira para construir um legado. Roitberg manifestou a importância de tratar reputação como um ativo financeiro, porque “nós vivemos agora na Economia Reputação, onde esta afeta diretamente a saúde econômica e financeira de organizações e indivíduos”.

 

Durante esta Primeira Junta Ampliada de CEAL 2017, o turismo também foi o foco de interesse, por ser um setor de constante crescimento e uma das atividades de maior potencial para o desenvolvimento da região. E depois de Felipe Calderón afirmar que “diante destas ameaças, devemos agir com firmeza e muita inteligência para não permitir que a visão equivocada de alguns poucos, destrua uma relação de prosperidade para a região”, o encontro acentuou o valor e a força da unidade, ressaltando que o diálogo é uma oportunidade para a construção de um ambiente melhor, compreendendo os desafios enfrentados pela região a fim de conseguir se adaptar, crescer e ter sucesso no curto e longo prazos.

 

* Com informações da CEAL

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