Google é a marca mais valiosa em 2017

Google volta ao topo do ranking Brand Finance Global 500 sobre as marcas mais valiosas do mundo, avaliada em US$ 109,4 bi e com alta de 24%. Nos últimos cinco anos, a liderança havia sido da Apple. A última vez em que o Google ocupou o topo foi em 2011.

 

 

O ranking Brand Finance Global 500 com as marcas mais valiosas no mundo saiu no começo de fevereiro estampando o Google como a marca mais valiosa, com um valor de US $ 109 bilhões.

 

As receitas de publicidade do Google aumentaram 20% em 2016, apesar da queda do custo por clique, já que os orçamentos de anúncios estão cada vez mais direcionados para o on-line. A publicidade para desktops continua a ser mais lucrativa do que a para dispositivos móveis, apesar do seu declínio diagnosticado prematuramente. E embora a publicidade móvel tenha sido um desafio para monetizar de modo eficaz, o Google tem sido perseverante na tentativa.

 

Segundo o relatório, o movimento de queda no valor da Apple também favoreceu para que o Google assumisse a liderança. Os analistas da Brand Finance permaneceram otimistas sobre o potencial da Apple de recuperar seu ímpeto perdido, mas a Maçã perdeu 27% do seu valor da marca desde o início de 2016.

 

“A BRAND FINANCE ANALISA ITENS COMO LEALDADE À MARCA, FAMILIARIDADE, INVESTIMENTOS EM MARKETING E REPUTAÇÃO. A REVISTA FAZ A AVALIAÇÃO DO VALOR DAS MARCAS, E NÃO O DAS EMPESAS POR DETRÁS DELAS." 

 

Apple não atendeu as expectativas de seus defensores

A Apple era considerada um modelo de excelência de marca. Com uma identidade visual meticulosamente construída, elegante e inovadora que funciona de forma consistente através de todos os seus produtos, serviços e sites de varejo. Sua estrutura monobrand criou eficiências de marketing e ajudou a cimentar seu logotipo como um ícone do século XXI. Confiabilidade, interfaces de fácil utilização, equipe experiente e, mais importante, sua tecnologia transformadora eram a prova de que a marca cumpria suas promessas. A lealdade atingiu proporções cultish com os fãs que esperam dias fora das lojas da Apple para a última versão.

 

No entanto, os evangelistas da Apple estão começando a perder a fé. As filas serpenteantes de adotantes adiantados encolheram quase ao ponto da invisibilidade. A Apple não conseguiu manter sua vantagem tecnológica e repetidamente desiludiu seus defensores com ajustes quando mudanças materiais eram esperadas.

 

O Google já tinha aparecido como a marca mais valiosa do mundo em junho de 2016, ultrapassando a Apple, no ranking BrandZ, desenvolvido pela consultoria de marketing e marca da WPP, a Millward Brown, que reúne as 100 marcas globais mais valiosas. Segundo este levantamento, “inovação contínua, aumento da receita de publicidade e o crescimento do negócios em nuvem ajudou ao Google” recuperar a primeira posição.

 

As duas primeiras posições são iguais no ranking de junho de 2016 e de fevereiro de 2017 (Google e Apple). Porém, no ranking da BrandZ, o terceiro lugar é ocupado pela Microsoft, que só aparece em quinto lugar no ranking da Brand Finance. Em terceiro lugar no Brand Finance está a marca da Amazon, avaliada em 106,4 bilhões de dólares (335,27 bilhões de reais).

 

Ainda de acordo com o relatório, a Apple tem super explorado a boa vontade de seus clientes, ela não conseguiu gerar receitas significativas de produtos mais recentes, como o Apple Watch e não pode demonstrar que as tecnologias genuinamente inovadoras desejado pelos consumidores estão em preparação. Sua marca perdeu o seu brilho e agora deve competir em um campo cada vez mais nivelado, não apenas com a rival tradicional Samsung, mas uma série de marcas chinesas, como Huawei e OnePlus no mercado de smartphones, a principal fonte de rentabilidade da Apple.

 

Neste cenário, se a Apple não voltar a surpreender, ela corre o risco de ano após ano cair no ranking, enquanto a Amazon, uma das empresas que mais cresceu entre 2016 e 2017 e que pode chegar ao topo da lista em 2018. E as empresas de tecnologia estão mostrando forte valorização. Seis das dez primeiras colocadas no Global 500 são empresas de tecnologia, entre elas, o Facebook, que aparece na lista na nona posição, avaliado em 62 bilhões de dólares (195,4 bilhão de reais) após ter sido o 17º na edição anterior.

 

Bancos chineses valem mais do que bancos americanos

Na edição 2017 do estudo as marcas de bancos da China superaram o valor dos bancos americanos. Em 10º no ranking, o chinês ICBC se tornou o banco com marca mais valiosa do mundo. Já a AT&T superou a Verizon como a empresa de telecom mais valiosa. No mercado de companhias aéreas, a Emirates foi superada pelas norteamericanas American, United e Delta. Marcas de bebidas, como Coca-Cola e Pepsi, e redes de fast-food, como McDonald’s, KFC e Subway, perderam valor de marca em função de novas tendências de alimentação saudável.

 

A Nokia, por sua vez, voltou ao ranking das 500 após a aquisição da Alcatel e do lançamento do Nokia 6. Bancos brasileiros se valorizam e aparecem no ranking O Itaú é a marca brasileira mais valiosa. O valor da marca do banco passou de US$ 3,712 bilhões para US$ 6,862 bilhões, o que o levou para a posição 220. O Bradesco, que não esteve presente na edição 2016, apareceu no 287º lugar, com valor de marca de US$ 5,579 bilhões (contra US$ 3,163 bilhões no ano anterior). O Banco do Brasil também se valorizou, indo de US$ 3,579 bilhões para US$ 5,217 bilhões — subiu da 440ª posição para a 319ª. Quarta e última marca brasileira no ranking, a Petrobras caiu no ranking, indo do 273º lugar para o 321º. No entanto, o valor da marca cresceu: foi de US$ 5,122 bilhões para US$ 5,186 bilhões.

 

Estados Unidos lideram em marcars mais valiosas

Vinte e sete das cinquenta marcas mais valiosas são americanas. Entre as dez mais valiosas, oito são americanas. As únicas marcas não americanas no top ten são a coreana Samsung (7ª posição) e o chinês ICBC (10ª). A China tem dez marcas entre as cinquenta mais valiosas, enquanto o Japão tem quatro e a Alemanha tem cinco.

 

CLIQUE AQUI PARA VER O RELATÓRIO COMPLETO.

 

 

Please reload

© DNA Criativo