Presença digital: 20 coisas que aprendi em 20 anos

13/10/2016

O menos pode ser mais para  a sua marca. Você não precisa agir como um adolescente digital e ter uma conta em cada rede social só porque os seus concorrentes também estão lá. Relevância em uma única rede é mais interessante do que estar (mal) em todas. 

 

Abaixo estão 20 coisas que eu aprendi em 20 anos.

 

1 Você é uma marca, não um adolescente que precisa fazer tudo o que os amigos fazem. Portanto, se você não sabe exatamente o porquê de estar no meio digital, não o faça.


2 Perceba o momento certo de fincar bandeira no território online. Criar justificativas aparentemente ‘estratégicas’ é meio caminho andando para dar com os burros n’água.


3 O meio digital não é como uma lanchonete, em que você pede um ‘combo’ com ‘fan page no Facebook + conta no Twitter + Instagram’. Nem sempre dá para abraçar o mundo com as mãos - aceite.


4 Especialmente em momentos de crise, você precisa de uma equipe grande para cuidar de cada um dos canais digitais. Entenda: gente que produza conteúdo.


5 Monitorar é bem diferente de cuidar. Quem cuida, produz (conteúdo); quem monitora, analisa (reações).


6 Monitorar é interagir. Traduzindo: responder a ‘cada-uma-das-questões-que-cada-um-dos-usuários-levantou’.


7 Não, não é moderno ou descolado não responder a ‘cada-uma-das-questões-que-cada-um-dos-usuários-levantou’.


8 Não, ele não precisa entender que você, por ser uma marca ocupada (insira um emoji com óculos escuros aqui), não pode interagir com ele.


9 Se você não responde ‘cada-uma-das-questões-que-cada-um-dos-usuários-levantou’, é por que você não tem dinheiro para colocar gente que possa interagir com o público, simples assim. Ou então não entende nada de presença digital – neste caso, volte duzentas casas.


10 Produzir conteúdo para mídias sociais não é criar ‘carimbos’ pré-fabricados e meticulosamente agendados para entrar tal dia, em tal segundo. Sério: seu público reconhece um conteúdo sem alma. ‘Que tal um Chamanitto para enfrentar esta segunda-feira? #Tamojunto’ (não faça isso: existe vergonha alheia de uma marca, e multidões se divertem com estes micos; eu, por exemplo).


11 A web não surgiu ontem. De certa maneira, todos os seus amigos e parentes são Analistas de Mídias Sociais. Hoje, todos querem que as marcas os surpreendam. Inclusive você.


12 Sim, sites e portais ainda existem e são muito úteis e acessados.


13 Um site (ou um portal) é um ambiente estruturado, perfeito para conteúdos fixos.


14 Mídias sociais são ambientes não estruturados, feitos para conteúdos flutuantes. Não viu, passou, morreu.


15 Os dois podem conviver, com televisão e web. Ou até se misturarem de vez em quando. Mas um não mata o outro (nem precisava dizer isso, mas a gente diz).


16 Ter personalidade não é criar um personagem para interagir no Twitter, apenas. O pinguim do Ponto Frio – um dos maiores clichês de papo de mesa de chope sobre mídias sociais de todos os tempos – não acontece todo dia, e isso não significa que você não pode inovar (dúvida? releia o número 10).


17 Tenha vergonha de fazer benchmarking antes de começar um projeto. É feio olhar para o que o coleguinha fez antes mesmo de você pensar no que vai fazer. Isso fala mal - bem mal - de você. Tenha coragem, gafanhoto, primeiro pense e depois (mas só depois) olhe para o lado em busca do que tem sido feito.


18 O mundo digital não será o mesmo daqui a três anos, assim como não era há três. Não pense que ‘entende o mercado’ apenas porque sua marca está inserida nele.


19 Dinheiro aplicado pressupõe resultados. É fácil falar, mas difícil pensar no dia a dia. Imagine cada post precisando gerar retorno. É horrível, mas that’s life (não, a gente não pensa assim o tempo todo, apenas de vez em quando).


20 Parabéns! Você chegou ao final da etapa 1 do ciclo de 147 etapas para entender o meio digital. Força, foco e fé, você chega lá!

 

Bruno Rodrigues é Estrategista de conteúdo, consultor, professor de Webwriting e autor dos Padrões Brasil e-Gov de Redação Online. 

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