O prejuízo financeiro de Mariana

 

Quase seis meses após o que está sendo chamado de “a maior tragédia ambiental do mundo”, a Terra Brasis Resseguros lançou um relatório que tenta contabilizar o prejuízo financeiro decorrente do acidente.

 

Segundo o documento, a estimativa feita a partir de dados públicos é que o prejuízo seja de R$ 26,3 bilhões, divididos entre R$ 20,2 bi em ações estaduais e federais de cunho ambiental, R$ 1,2 bi em perdas materiais, R$ 1 bi com o TAC, para recuperação do Rio Doce, R$ 250 milhões de multa do Ibama, R$ 23 milhões de perdas dos agricultores, R$ 300 milhões pela paralisação da empresa, R$ 25 milhões em perdas dos trabalhadores autônomos e pescadores, R$ 216 milhões pela perda da barragem e R$ 3 bi de perdas de lucros pelo tempo parado. Deste total, somente R$ 2,3 bilhões estariam cobertos por seguros. O restante deverá ser bancado por Samarco, Vale e a BHP.

 

Um dado que chama bastante atenção no relatório é o fato de haver no Brasil mais de 600 barragens de rejeitos de mineração, e, dentre elas, 24 são classificadas como de alto risco pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Tomara que a tragédia tenha deixado lições.

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