Brasileiros não acham que as marcas são honestas

01/06/2016

 

Pesquisa aponta que consumidores brasileiros não consideram marcas “abertas e honestas”

 

O ‘2016 Authentic Brands Study’, realizado pela agência Cohn & Wolfe, listou as marcas que conseguem ser mais autênticas na visão do consumidor. O Authentic 100 brasileiro tem no topo empresas como: O Boticário, Bombril, Johnson & Johnson, Nestlé, Apple, Microsoft, Google, Brastemp, Adidas, Natura e Kibon.

 

Segundo Annamaria Bonanomi (foto), coordenadora de Digital e Marketing da Máquina Cohn & Wolfe, as marcas pesquisadas foram avaliadas em 23 atributos. O topo do ranking foi composto pelas que se saíram melhor na combinação de todos esses fatores, inclusive nas características que compõem a autenticidade - confiável, respeitosa e real. Em relação a estes atributos, Annamaria explica que “os brasileiros indicaram como mais importante a dimensão “respeitosa”, relevante para 83% dos entrevistados, seguida por “confiável”, indicada por 81%, e “real”, apontada como essencial por 79%”.

 

Porém, os resultados mostraram um consumidor mais descontente no mercado nacional, quando comparamos com as médias globais. Um dos principais dados é que apenas 19% dos brasileiros afirmaram que as marcas são “abertas e honestas”, enquanto a média global é 22%. Por outro lado, estão mais dispostos a recompensar uma marca autêntica, que os trate bem – 92% dos entrevistados afirmaram que tomariam alguma atitude para beneficiar a empresa, índice acima da média global de 88%. Além disso, quando avaliado o peso que os brasileiros dão para os atributos, observa-se que eles valorizam mais a dimensão de respeito.

 

“A pesquisa mostrou que estamos carentes de marcas que tratem bem os consumidores e isso aponta que é preciso dar mais atenção às áreas de comunicação, SAC e CRM. Certamente o consumidor está mais sensível e atento ao comportamento das marcas em todos os pontos de contato – produto, lojas, redes sociais, canais de atendimento etc. Temos também uma capacidade de mobilização muito mais rápida e com dimensões maiores, seja a favor ou contra. É fato que as marcas têm que entregar excelência e se comunicar muito bem. Nesse cenário, o trabalho de relações públicas tem um papel cada vez mais estratégico dentro do marketing mix. A comunicação não acontece mais em um ambiente separado da publicidade e das vendas”, conclui Bonanomi.

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